daqui da janela
vejo luzes difusas
pulverizadas no escuro
tudo em movimento
não sei se passo ou pauso
o que está em movimento?
a física explica
inércia.
meu coração semeia em movimento
e passa.
quinta-feira, 31 de março de 2016
são
são várias as coisas
são dinâmicas
são difusas
completas
incompletas
são confusas
são confusas todas as coisas
que nos rodeiam
são confusas todas as coisas.
nada sabem sobre as coisas
primeiro de tudo que vem
é a nossa inconstância.
são confusas.
são dinâmicas
são difusas
completas
incompletas
são confusas
são confusas todas as coisas
que nos rodeiam
são confusas todas as coisas.
nada sabem sobre as coisas
primeiro de tudo que vem
é a nossa inconstância.
são confusas.
cigarras
as cigarras tocam melodicamente
a canção surge quando passa
o vento e solta a voz...
os dedos digitam na máquina de datilografar
acordes harmônicos na melodia
das cigarras
e canção no encontro das vozes
a canção surge quando passa
o vento e solta a voz...
os dedos digitam na máquina de datilografar
acordes harmônicos na melodia
das cigarras
e canção no encontro das vozes
germinar
tentei pensar racionalmente
e meu cérebro se recusou
aliás, acho que era meu coração que batia no lugar do cérebro.
o meu coração se recusou a pensar daquele jeito.
deu pane de jardim
e começou a brotar pequenez verde no campo cerebral
eram pés de feijões
daqueles que alimentam
trazem força
força da terra
a luz cheia brilhava e alimentava as plantas que floresciam
a lua influencia no homem da terra
brotei.
a chuva de pensamento racional que caiu
foi como um grão
morreu para germinar.
e meu cérebro se recusou
aliás, acho que era meu coração que batia no lugar do cérebro.
o meu coração se recusou a pensar daquele jeito.
deu pane de jardim
e começou a brotar pequenez verde no campo cerebral
eram pés de feijões
daqueles que alimentam
trazem força
força da terra
a luz cheia brilhava e alimentava as plantas que floresciam
a lua influencia no homem da terra
brotei.
a chuva de pensamento racional que caiu
foi como um grão
morreu para germinar.
saída de emergência
o vermelho alerta do perigo
a janela fechada me sufoca
o vermelho aperta os meus olhos
saída de emergência é por aqui.
forço a janela no pensar
abro-a e vou
ver azul na noite
o vermelho alerta o perigo
vai
corre
deita
dorme
sai do corredor
pensa
não pensa
cores
alerta!
remédio para dormir
ao acordar
saída de emergência.
o vermelho aperta os meus olhos
saída de emergência é por aqui.
forço a janela no pensar
abro-a e vou
ver azul na noite
o vermelho alerta o perigo
vai
corre
deita
dorme
sai do corredor
pensa
não pensa
cores
alerta!
remédio para dormir
ao acordar
saída de emergência.
doentes mentais
somos doentes mentais agora.
somos pouco autista, pouco artista,pouca gente e muito nada.
me vejo num manicômio sendo avaliada por olhos alheios
meu corpo não ter forças para levantar
minha cabeça move devagar.
das loucuras alheias
a minha loucura é a minha viagem.
a minha loucura é o meu estado de doente mental
a medicina estuda e julga e buscam a sanidade mental
o que seria a sanidade da mente?
não poderia ser a liberdade do pensar?
cada um com sua loucura
a mente é uma imaginação.
somos pouco autista, pouco artista,pouca gente e muito nada.
me vejo num manicômio sendo avaliada por olhos alheios
meu corpo não ter forças para levantar
minha cabeça move devagar.
das loucuras alheias
a minha loucura é a minha viagem.
a minha loucura é o meu estado de doente mental
a medicina estuda e julga e buscam a sanidade mental
o que seria a sanidade da mente?
não poderia ser a liberdade do pensar?
cada um com sua loucura
a mente é uma imaginação.
segunda-feira, 21 de março de 2016
preta me-nina
a preta, menina de outrora
vista por olhos de passado
é agora mulher preta que me-nina.
hoje ressurge,
no meu eu do presente
menina, assim, preta.
quando dei por mim, vi no espelho
o reflexo corporificado da mulher menina
que me nina.
ah, mulher preta, me-nina
a todo instante
ah, mulher preta,
a minha menina.
a menina preta,
me nina com palavras mudas.
adormeço aos toques de mar
quando energiza minha cabeça
e me beija os olhos.
a preta, menina de outrora
é a mulher preta que desejo ser
a menina preta é mãe de parte do meu sentir.
preta, me-nina.
é agora mulher preta que me-nina.
hoje ressurge,
no meu eu do presente
menina, assim, preta.
quando dei por mim, vi no espelho
o reflexo corporificado da mulher menina
que me nina.
ah, mulher preta, me-nina
a todo instante
ah, mulher preta,
a minha menina.
a menina preta,
me nina com palavras mudas.
adormeço aos toques de mar
quando energiza minha cabeça
e me beija os olhos.
a preta, menina de outrora
é a mulher preta que desejo ser
a menina preta é mãe de parte do meu sentir.
preta, me-nina.
óbvio
o mínimo é óbvio
essencialmente mínimo
pensar assim.
os mínimos óbvios
de tão minuciosos
traz o óbvio em arte.
cada corpo é uma cena
obviamente incrível.
essencialmente mínimo
pensar assim.
os mínimos óbvios
de tão minuciosos
traz o óbvio em arte.
cada corpo é uma cena
obviamente incrível.
domingo, 20 de março de 2016
desfecho
desfecho leve
de uma trama trágica
abro-me ao externo
pelo fecho
da porta desfechada
de toda essa trama trágica
porém leve
tudo cabe ao epílogo.
não me escreva
por favor, não me escreva
não quero me afogar nessas palavras amargas
que reproduzem vidas não vividas
aquelas palavras de vidas pedidas
por favor, não me escreva
quero cercar-me de mim
por favor, emudeça essas palavras
saia de si e se sinta.
por favor, não se escreva.
por favor, não quero que me diga
as palavras gritadas por essa sociedade inútil
essas palavras é alimento do meu inimigo
agora ele deseja a morte.
por favor, não me escreva
me permita ouvir o meu silêncio
o meu emudecer para não padecer.
por favor, me escute sem a necessidade de minhas palavras.
meus dedos navegam no corpo do violão como corpos navegam em mares onde o nado não cabe. Pura intuição. Vai
por favor, não me escreva
estou navegando
descobrindo
por favor, não me escreva
estou cercada de mim.
se cale.
navego
navegar, navegando
navegando ê, navegar
navegar ê navegando
naveguei em mares calmos
navegando.
eu ousei navegar
eu navego no tempo do mar
no tempo azul eu naveguei
e navegarei, no tempo do mar
navegar que o vento leva.
rosado
o céu rosado
do fim da tarde
Shangri-la.
parte do telhado
tolhe minha visão
curiosa,
as nuvens em tom
azul marinho
se mostram como uma explosão
da noite que vem chegando
vagarosa.
primeiro dia do outono
novas folhas caem
sempre em palavra.
essa árvore vive.
terça-feira, 15 de março de 2016
pausa
Poesia que salta
que sai como voz
cantada dos lábios inertes
das boca que são mudas
os dentes se amostram sorridentes
e a melodia da canção é possível decifrar.
das delícias de todos os dias
o dia da poesia é mais doce
a poesia é um vício que perpetua a vida.
é um vício inconstante de escrever
de cantar o silêncio
o dia da poesia me cala em palavras faladas
para as palavras que não são ditas chegarem
aliás, só digo essas palavras
quando elas são dizíveis em papel escrito
elas só existem depois da poesia.
poesia que salta
agora flutua.
a boca muda, em lentidão
guarda o sorriso.
o dia da poesia é o dia que sinto mais.
no início da linha
a poesia pausa,
adormece.
duas décadas
há duas décadas
nascia ou morria
desconheço.
independente, recitei um choro novo
hoje não choro
sorrio grandemente pelo novo
escrito que surge
como uma psicografia de um coração que pulsa
hoje recito até o cantar do vento.
recito as poesias lidas
escritas.
recito a vida
e na chegada da segunda década
eu percebo que vivo
graças a poesia.
vapor
era como se eu fosse
a linha do horizonte azul
que eu enxergava em dois planos.
era como se minha cabeça
fosse o céu com nuvens desenhadas
e o meu corpo era o mar,
azul tranquilo.
não existia chão, porque eu não o tocava
era cabeça de ar e corpo de água
depois eu viajava,
meu corpo líquido secava com o vento soprado por minha cabeça
e eu virava vapor.
eu não mais estava ali
agora voava partículas de água.
lapidados
meus pés forrados pela areia da praia
sentia toda força que vem da terra.
O sol forte iluminando tudo
e nos pés a areia brilhava como
cristais lapidados.
brilhava.
cega
o som da onda
na praia é melodia inspiradora.
quando boiava nesse som
o sol brilhava vermelho no meu rosto
às cegas, eu sentia mais.
olho nu
os raios de sol na água do mar
forma no seu fundo, o reflexo
de artérias de um coração visto à olho nu.
um coração que pulsa vivo
quando é afagado pelo
amar.
sexta-feira, 11 de março de 2016
intuição
os pensamentos intuitivos ressurgem.
sentidos de alma
bem vistos. com clareza.
como vidente do futuro puramente intuitivo
responde.
eu sei agora o que virá
eu acredito nas vozes que sussurram aos meus ouvidos
eu acredito no voo leve do pássaro que
carrega consigo grande resposta
respondo a intuição com atos intuitivos
eu vou, te sigo intuitivamente vagarosa.
sábado, 5 de março de 2016
é como se todo chão real fosse meu chão do pensamento que flui do cosmo ao cosmo. é como andar no espaço igual uma astronauta: flutuando. É o sentido de ter flores da cabeça aos pés. As flores da cabeça são as florescidas, cheias de semente, as flores dos pés são as que brotam no caminho que passo. Com a queda da semente: brota. é como andar de bicicleta e se sentir voando. levitando. astronauta na nave de todo pensamento leve. sem gravidade.
Mais uma vez estou aqui, andando de bicicleta como se as rodas fossem saturno, aliás, tenho dois saturnos, um em cada ponta. é como se minha bagagem fosse um jardim inteiro florido de diversidade de sentidos. É como se esse andar de bicicleta não existisse, fosse só coisa da minha cabeça, mas não... é real sim, caros senhores(as)! é real porque o mundo que habito e não hesito é o que escolho habitar: espaçonave andante. O outros,meus amigos, são só para veranear.
Mais uma vez estou aqui, andando de bicicleta como se as rodas fossem saturno, aliás, tenho dois saturnos, um em cada ponta. é como se minha bagagem fosse um jardim inteiro florido de diversidade de sentidos. É como se esse andar de bicicleta não existisse, fosse só coisa da minha cabeça, mas não... é real sim, caros senhores(as)! é real porque o mundo que habito e não hesito é o que escolho habitar: espaçonave andante. O outros,meus amigos, são só para veranear.
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