terça-feira, 15 de março de 2016

pausa

Poesia que salta
que sai como voz
cantada dos lábios inertes
das boca que são mudas
os dentes se amostram sorridentes
e a melodia da canção é possível decifrar.
das delícias de todos os dias
o dia da poesia é mais doce
a poesia é um vício que perpetua a vida.
é um vício inconstante de escrever
de cantar o silêncio
o dia da poesia me cala em palavras faladas
para as palavras que não são ditas chegarem
aliás, só digo essas palavras
quando elas são dizíveis em papel escrito
elas só existem depois da poesia.
poesia que salta
agora flutua.
a boca muda, em lentidão
guarda o sorriso. 
o dia da poesia é o dia que sinto mais.
no início da linha
a poesia pausa,
adormece. 

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