agora os meus braços e mãos,
com a ruir do vento, se tornaram fitas.
fitas coloridas que vão e vem
em uma dança da sutileza.
o toque material não existe
sinto-me em outra dimensão.
em instantes, o vento passa mais lentamente
as fitas agora se movem devagar
sentem a falta do vento quando deixam de dançar.
a dança para as fitas é sinal de vida.
as fitas vão caindo, caindo, caindo, caindo…
param entrelaçadas ao colo.
volto a tocar,
a tocar com uma certa dormência na ponta dos dedos.
volto a tocar de uma forma nova.
agora sou flores.
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