domingo, 14 de fevereiro de 2016

fitas

agora os meus braços e mãos,
com a ruir do vento, se tornaram fitas. 
fitas coloridas que vão e vem
em uma dança da sutileza. 
o toque material não existe
sinto-me em outra dimensão.
em instantes, o vento passa mais lentamente
as fitas agora se movem devagar 
sentem a falta do vento quando deixam de dançar. 
a dança para as fitas é sinal de vida.
as fitas vão caindo, caindo, caindo, caindo… 
param entrelaçadas ao colo. 
volto a tocar,
a tocar com uma certa dormência na ponta dos dedos.
volto a tocar de uma forma nova. 
agora sou flores. 

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