quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Retrato amável

Cola-se os corpos
As cabeças
Os corações por elos
Singelos de amor puro.
Cola os pedaços da saudade
Das incertezas
Cola a distância esse abraço.
Volta aqui a mim
Volto a ti a todo instante
Quero sorrir assim, ao teu lado
A cada dia que floresça
Quero que saiba dos meus escritos
De gaveta
Onde tu sempre estás presente
Onde a tua saudade faz morada
Onde a tua poesia é só tua
E de mais ninguém.
No retrato amável à esquerda
Emoldurado com azul infinito
Te projeto aqui.
O meu amor tímido
É assim por ser seu
Desde quando a minha morada
Era no teu calor-amor.
Lá não sentia frio
Nem sabia que existia
Hoje sinto frio
E o teu calor-amor chega num vento passageiro
Que entra cruzando todo o quarto das memórias

Lá fora chove e eu estou só. 

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